Boa noite Professora e colegas, Segue a minha primeira participação neste debate: - Sendo a nova forma de aprender do estudante digital centrada nos "seus critérios e apenas sobre os seus interesses", que implicações terá esta característica na educação dos mesmos? É da natureza humana fazer-se o que se quer e o que se pensa. A principal diferença consiste no facto de a realidade do nativo digital ser diferente da do imigrante digital, que neste caso, é quem tem a responsabilidade primeira no processo de ensino-aprendizagem. Daí ser ele o principal elemento a apresentar ao aluno algo que ele consiga entender, pelo menos é isso que eu, enquanto professora, tento fazer: quando algo não está a funcionar, questiono-me e tento “chegar”, “atingir” o meu alvo, que são os alunos, sejam digitais ou não. Outra questão que deve ser abordada diz respeito aos meios que a escola oferece: algumas possuem datashow em todas as salas, ou em algumas, há outras escolas que tem de ser o professor a requisitar um (dos dois ou três existentes), para o utilizar (o que não é prático). A Internet é outra questão, pois há escolas cuja rede é “tão lenta” que as aulas não funcionam por causa do tempo de espera. Estas restrições físicas, por vezes, determinam o modo de funcionamento na educação. Com isto quero dizer que podemos levar os alunos a interessarem-se pelos conteúdos de determinada disciplina, quando estes lhes são apresentados de uma forma que eles reconheçam, como o exemplo que é dado por Prensky ( PRENSKY, Marc, (2001). "Digital natives, digital immigrants“. In On the Horizon.NCB University Press, Vol.9 nº5 ) relativamente à resistência encontrada na utilização de ferramentas CAD (computer-aided design) por determinados grupos de pessoas (que consideravam ter uma curva de aprendizagem elevada), que mais tarde não tiveram dificuldade em se integrar quando a mesma base (CAD) foi apresentada sob a forma de jogos de vídeo (ex: Doom e Quake). Como diz o ditado popular: Todo o “burro” come “palha”, é preciso saber-lha dar. - "Estará o novo estudante digital mais preparado para o futuro do que o imigrante digital?" Só o futuro o dirá… Se o futuro for semelhante ao passado que conhecemos, em que a socialização era feita por relações humanas directas (com presença física), o novo estudante digital terá mais dificuldades. A comunicação por meios tecnológicos pode tornar as pessoas mais introvertidas, vejamos casos em que dois jovens trocam mensagens electrónicas (SMS, chat, entre outros.) entre si, estando em presença um do outro, ao invés de simplesmente falarem. De qualquer forma, desde os tempos pré-históricos que o Ser Humano se adaptou às novas realidades e, neste caso, as novas tecnologias digitais são apenas uma nova ferramenta, como o foram a pedra, o bronze e o ferro… Bjs, Margarida
Media Digitais e Socialização
Boa noite Professora e colegas,Segue a minha primeira participação neste debate:
- Sendo a nova forma de aprender do estudante digital centrada nos "seus critérios e apenas sobre os seus interesses", que implicações terá esta característica na educação dos mesmos?
É da natureza humana fazer-se o que se quer e o que se pensa. A principal diferença consiste no facto de a realidade do nativo digital ser diferente da do imigrante digital, que neste caso, é quem tem a responsabilidade primeira no processo de ensino-aprendizagem. Daí ser ele o principal elemento a apresentar ao aluno algo que ele consiga entender, pelo menos é isso que eu, enquanto professora, tento fazer: quando algo não está a funcionar, questiono-me e tento “chegar”, “atingir” o meu alvo, que são os alunos, sejam digitais ou não. Outra questão que deve ser abordada diz respeito aos meios que a escola oferece: algumas possuem datashow em todas as salas, ou em algumas, há outras escolas que tem de ser o professor a requisitar um (dos dois ou três existentes), para o utilizar (o que não é prático). A Internet é outra questão, pois há escolas cuja rede é “tão lenta” que as aulas não funcionam por causa do tempo de espera. Estas restrições físicas, por vezes, determinam o modo de funcionamento na educação.
Com isto quero dizer que podemos levar os alunos a interessarem-se pelos conteúdos de determinada disciplina, quando estes lhes são apresentados de uma forma que eles reconheçam, como o exemplo que é dado por Prensky ( PRENSKY, Marc, (2001). "Digital natives, digital immigrants“. In On the Horizon. NCB University Press, Vol.9 nº5 ) relativamente à resistência encontrada na utilização de ferramentas CAD (computer-aided design) por determinados grupos de pessoas (que consideravam ter uma curva de aprendizagem elevada), que mais tarde não tiveram dificuldade em se integrar quando a mesma base (CAD) foi apresentada sob a forma de jogos de vídeo (ex: Doom e Quake). Como diz o ditado popular: Todo o “burro” come “palha”, é preciso saber-lha dar.
- "Estará o novo estudante digital mais preparado para o futuro do que o imigrante digital?"
Só o futuro o dirá… Se o futuro for semelhante ao passado que conhecemos, em que a socialização era feita por relações humanas directas (com presença física), o novo estudante digital terá mais dificuldades. A comunicação por meios tecnológicos pode tornar as pessoas mais introvertidas, vejamos casos em que dois jovens trocam mensagens electrónicas (SMS, chat, entre outros.) entre si, estando em presença um do outro, ao invés de simplesmente falarem.
De qualquer forma, desde os tempos pré-históricos que o Ser Humano se adaptou às novas realidades e, neste caso, as novas tecnologias digitais são apenas uma nova ferramenta, como o foram a pedra, o bronze e o ferro…
Bjs, Margarida